Cassandra no balanço
Chega um momento na sua vida em que não há ninguém capaz de te empurrar. É difícil confiar suas costas para ir cada vez mais para frente, cada vez mais alto, então, como única alternativa, temos que voltar um pouco para trás e pegar o impulso. Sozinho. Com a própria força do braço, com as próprias pernas. Uma diversão solitária em que a alegria não é compartilhada com ninguém, é apenas seu.
Não me lembro da última vez que estive no balanço com alguém. Talvez tenha sido meus pais, mas pouco me recordo deles para ter certeza. Portanto, concluo que sempre brinquei sozinha. Tenho inveja daqueles que encontraram alguém para brincar, alguém da qual confia as costas para empurrar o balanço para subir... e não deixar cair.
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Me pergunto o quanto Cassandra realmente quer alguém para ajudá-la a balançar.
ResponderExcluirGreat! Mutcho Bom!
Hahahah, sim.
ExcluirNope, ainda ouço do meu pai (e sempre ouvi): "Tu errou, eu tava certo, agora tu se ferrou, vai lá e faz o que eu te falei pra fazer já faz tempo".
ResponderExcluirE da minha mãe sempre foi: "Deixa isso pra lá, não dá mesmo, arrumamos outra coisinha no lugar".
Então nunca tive incentivo nenhum sobre o que eu queria fazer, nunca tentaram me compreender, nem me apoiar de verdade.
É fácil ficar chateado e desistir das coisas assim.
Principalmente com meus níveis elevados de stress e disso causar depressão (pelos motivos o quais estou estressado).
Pelo menos arrumei amigos que querem me ajudar, então tá de boa, mas, ainda não vai ser o suficiente, não enquanto eu não chegar ao topo.
Chegar ao topo é o senho de todos, como chegr até ele é o mais difícil...
Excluir*hug*